segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pecado e Desejo (1999)



Pecado e Desejo (1999)

O trabalho de graduação de Viviane Juguero se propunha apresentar uma “Síntese Arquetípica da Mulher Rodrigueana”. Depois de ler toda a obra de Nelson Rodrigues, a artista concluiu que o autor trabalha com três tipos básicos de mulher em todos os seus textos, sejam dramáticos ou não.
São eles:
A Mulher Sensual
A Tia (Repressão)
A Adolescente (Sexualidade Iminente)
O texto foi construído com uma colagem de fragmentos de textos de Nelson Rodrigues e os arquétipos foram apresentados com as personagens Virgínia (Anjo Negro); Tia Rute (Álbum de Família) e Moema (Senhora dos Afogados).
Por iniciativa da formanda, pela primeira vez na história do Instituto de Artes da UFRGS, os três cursos estiveram unidos em um mesmo trabalho, pois Christian Benvenuti, aluno de composição da Faculdade de Música, compôs a trilha sonora que foi executada ao vivo, sendo esse o seu trabalho de composição III. Além disso, Roger Kichalowsky, aluno da Faculdade de Artes Plásticas, criou o cenário e a arte gráfica.

No programa, a citação: “A toda hora e em toda parte, há íntegros que nos atropelam com a sua integridade, há justos que nos humilham com a sua justiça, há castos que nos ofendem com a sua pureza. Raríssima uma bondade sem impudor.” (Nelson Rodrigues)

FICHA TÉCNICA:
Autor: Nelson Rodrigues
Montagem e adaptação do texto: Viviane Juguero
Atuação e Concepção: Viviane Juguero
Orientação oficial: Sandra Loureiro
Orientação extra-oficial: Jessé Oliveira e Marlene Goidanich
Trilha Sonora Original: Christian Benvenuti
Orientação da trilha: Celso Loureiro Chaves
Músicos: Júlia da Rosa Simões (flauta transversal); Camilo da Rosa Simões (violino): Marina Kleine (violoncelo)
Preparação vocal: Marlene Goidanich
Preparação corporal e atuação em laboratórios: Nando Messias
Iluminação: Jessé Oliveira
Cenário: Roger Kichalowsky e Rui Prates
Figurino: Raquel Cappelletto
Maquiagem: João Ricardo
Arte Gráfica: Roger Kichalowsky
Produção: Regina Rossi e André Mesquita
Bolsistas de Produção: Vinícius Cáurio e Rodrigo Marques
Orientação de produção: Sérgio Ávila
Fotos: Itiberê Alencastro

O trabalho foi apresentado na Sala Alziro Azevedo do Departamento de Arte Dramática da UFRGS (dezembro de 1999) e na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura (janeiro de 2000).

Os Fuzis da Senhora Carrar (1998-1999)

Os Fuzis da Senhora Carrar (1998-1999)

Em 1998, Jessé Oliveira realizou o espetáculo Os Fuzis da Senhora Carrar, de Bertold Brecht, como mais uma produção da Trupe de Experimentos Teatrais Bumba Meu Bobo, com o financiamento do FUMPROARTE.

Abaixo, um dos textos do Programa:

OS FUZIS EM TEMPOS DE OMISSÃO
Brecht escreveu “OS Fuzis da senhora Carrar” em 1937, usando como pano de fundo a Guerra Civil Espanhola – pequeno ensaio para a Segunda Guerra Mundial – falando da omissão e neutralidade em tempos de conflito. A Segunda Guerra acabou, com ela o fascismo internacional, mas “a cadela que pariu continua no cio”, como diria Brecht, referindo-se ao capitalismo. Os conglitos de classes se aprofundaram, apesar do mascaramento da sociedade pós-moderna, com sua globalização e a conseqüente tribalização. Em tempos de liberalismo econômico, perde-se a noção de exploração. Os generais, lacaios da burguesia, não estão mais no poder, mas a subserviência e neutralidade são cada vez mais escandalosas, inclusive e principalmente dos artistas. Por tudo isso, “Os Fuzis da Senhora Carrar” continua sendo uma peça atual, além de possuir valor artístico, e não apenas didático ou de denúncia. (Jessé Oliveira)

FICHA TÉCNICA:
Direção: Jessé Oliveira
Assessoria: Renato Borghi
Elenco: Arlete Cunha, Mário de Balenti, Biño Sawitzki, Messias Gonzalez, Viviane Juguero, Vinícius Cáurio, Rosa Campos Velho, Boni Andreoli e André Mubarack
Voz do General: Luiz Paulo Vasconcellos
Criação e execução de figurinos: Raquel Cappelletto
Criação de Cenário: Jessé Oliveira e Alexandre Fávero
Execução de cenário e adereços: Alexandre Fávero e Paulo Balardin
Iluminação: Batista Freire
Operação de som: Kailton Vergara
Projeto Gráfico: Péricles Rangel
Fotos: Cláudio Etges
Bonecos: Raquel Nicoletti
Trilha Sonora Original: Gustavo Finkler
Músicos: Simone Rasslan e Cristiano Hanssen
Dramaturgista: Paulo Berton
Bilheteria: Nando Messias
Produção: Bumba Meu Bobo
Direção de Produção: Jessé Oliveira

O espetáculo cumpriu temporada no Teatro do SESC em novembro de 1998 e na Sala Álvaro Moreyra, em janeiro de 1999.

O Equilibrista (1998)


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O Equilibrista (1998)

Espetáculo infantil inspirado no livro homônimo de Fernanda Lopes de Almeida.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Gina Tocchetto
Concepção: Grupo Gromerô e Gina Tocchetto
Roteiro: Grupo Gromerô e Jessé Oliveira
Elenco: Cleiton Oliveira, Gabriela Greco, Jéferson R. Azevedo, Lúcia P. Martinewski, Marina de Oliveira e Simone Buttelli
Figurinos: Cesar Terres
Adereços: Maíra Coelho e Patrícia Preiss
Cenografia: Alexandre Fávero
Trilha Sonora – Criação: Guilhermo Santiago com colaboração de Roger Alex Kichalowsky e Viviane Juguero / Execução: Roger Alex Kichalowsky e Viviane Juguero
Fotografia: Jorge Antoniazzi
Iluminação: Marcus Vaz
Preparação arame circense: Renato Coelho
Auxiliar de Produção: Simone Buttelli
Produção: Giancarlo Carlomagno

O espetáculo cumpriu temporada no Teatro Renascença em março e no Teatro do SESC em junho de 1998, além de apresentar-se na Casa de Cultura de Esteio.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Meu Chapéu (1996-1997)




Meu Chapéu (1996-1997)

Espetáculo musical no qual os artistas buscavam a diferenciação dos diferentes climas cênicos, trocando os chapéus conforme a proposta da música. No repertório: Berimbau (Baden Powel); Corcovado (Tom e Vinícius); Wave (Tom e Vinícius); Lumiar (Beto Guedes); Linda Juventude (14 bis); Paisagem da Janela (Lô Borges); Pássaro (Sá e Guarabira); Fé Cega, Faca Amolada (Milton Nascimento); Cigarra (Roger Alex); Lobo Bobo (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli); Homenagem ao Malandro (Chico Buarque); De Frente pro Crime (João Bosco); Lua, lua, lua, lua (Caetano) / A Lua; Romaria (Renato Teixeira); Ponta de Areia (Milton Nascimento); Tassy (Giba-Giba e Maria B.)

Ficha Técnica:
Roger Alex (voz e violão)
Viviane Juguero (voz e violão)
Vander Monk (bateria e percussão)
Marcelo di Paula (percussão)
Mário Macgui (percussão e vocais)
Mila Pulita (vocais)
Jessé Oliveira (iluminador)
Edu Coelho (técnico de som)

Fotos: Cristiane Juguero, Lúcia Simon e amigos da UFRGS.

Apresentações no Teatro do SESC e Campus Agronomia da UFRGS, além do Café Concerto Majestic da casa de Cultura Mário Quintana, em versão pocket.

Dia da Mulher (1995)


Viviane e Jessé oliveira.

Messias Gonzales e Gehíza.

Boni Andreoli e Viviane.

Dia da Mulher (1995)

No dia 08 de março de 1995, a CUT e o CPERS Sindicato organizaram um ato público no Largo Glênio Perez. A Trupe de Experimentos Teatrais Bumba Meu Bobo foi convidada para apresentar uma performance. A esquete delatava preconceitos e violência contra a mulher, partindo da repressão que a sociedade e a religião exercem a esse respeito.

Ficha Técnica:
Elenco:
Boni Andreoli, Gehíza, Messias Gonzalez, Vladimir, Cristiane Juguero, Viviane Juguero e Jessé Oliveira
Roteiro e Direção: Jessé Oliveira

Comemoração do Término do Governo Collares (1994)


Jessé Oliveira e Viviane Juguero.

Messias Gonzales, Jessé, Viviane e Gehiza.

Jessé e Viviane.

Comemoração do Término do Governo Collares (1994)

No dia que marcou o término do mandato do governador Alceu Collares, em dezembro de 1994, o CPERS Sindicato organizou uma manifestação para comemorar o fato. Centenas de professores participaram do ato. A Trupe de Experimentos Teatrais Bumba Meu Bobo foi convidada para participar performaticamente. Os personagens interagiram com o público, fazendo paródias e foi apresentada uma esquete. Os personagens de Alceu Collares e "Neura Caga Barro" apresentaram uma paródia da cançaõ Canto Alegretense que o governador e a primeira dama costumavam cantar. Crivada de críticas e humor, a performance envolveu a todos.

FICHA TÉCNICA:
Elenco:
Alceu Collares - Jessé Oliveira
Neura Caga Barro - Viviane Juguero
Professores - Cristiane Juguero, Gehíza e Rafael
Bobo (narrador) - Messias Gonzalez
Roteiro baseado em improvisações
Direção: Jessé Oliveira
Paródias das Músicas: Viviane Juguero

Paródia do Canto Alegretense

Não me pergunte onde está o dinheiro
Que o povo do Rio Grande não pegou
Foi pra pagar a reforma do banheiro
Do palácio do nosso governador
Escola pra todo mundo, que beleza
No colégio que a Neuzinha reformou
Pena que merenda não tem mais na mesa
E na aula tá faltando professor
(estribilho)
O governo faz agora e não esconde
Sente o ar gelado do ventilador
E o dinheiro pra pagar, sair de onde?
Do salário do nosso professor

Paródia de Turma da Folia

Chegou nossa democracia
A gente que manda e ningúem mais negocia
A gente que manda e ninguém mais negocia
E as nossas contas o governo que financia

Passeata contra o Preconceito (1994)



Na foto de cima, Boni Andreoli, Viviane e Carolina Garcia. Abaixo, Nas fotos, Viviane e travesti que participava da manifestação.

Passeata contra o Preconceito (1994)

No dia 24 de agosto de 1994, a Trupe de Experimentos Teatrais Bumba Meu Bobo foi convidada para realizar uma performance em uma manifestação contra o preconceito, organizada pelo GAPA (Grupo de Apoio e Prevenção à AIDS). A passeata contou com a participação de diversas entidades ligadas aos direitos humanos, além de prostitutas, homossexuais e travestis. A Trupe encenou um funeral, denunciando a violência contra os travestis. No caminho, diversos personagens encaravam as pessoas nas ruas e perguntavam “Por quê?”. Os atores representavam pessoas que sofrem discriminação em nossa sociedade: judeu (Boni Andreoli); mendigo (Carolina Garcia); travesti e negro (Jessé Oliveira); prostituta (Viviane Juguero). Também participaram, Marcel e Manuel Bauer Estivalet.

sábado, 31 de janeiro de 2009

A Roupa Nova do Rei (1994)


Tânia Farias, Maiz Junqueira e Viviane.